Produção do carro voador elétrico, o “Model A”, já em andamento pela startup americana “Alef Aeronautics”, demarca um passo para o futuro, resultado de uma década de pesquisa e desenvolvimento
Não é roteiro de filme americano ou coisa parecida: Trata-se da primeira unidade de carro voador elétrico que entra em produção nos EUA, destinada a um seleto grupo de clientes para testes em condições rigorosamente controladas.
A startup americana “Alef Aeronautics” deu início à produção de seu inovador carro voador elétrico, o “Model A”, na Califórnia. Este marco significativo na mobilidade aérea pessoal coloca a empresa na vanguarda do transporte futurista.
Com uma autonomia de 354 km por estrada e 177 km pelo ar, o “Model A” promete versatilidade sem precedentes. A “Alef” já acumulou mais de 3,5 mil pré-encomendas, totalizando cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões, na conversão direta), evidenciando a alta demanda do mercado.
Há uma grande expectativa por parte de um seleto grupo de clientes para testes em condições rigorosamente controladas, visando coletar dados cruciais antes de uma expansão maior.
É o primeiro veículo a ser homologado tanto para circulação em vias públicas quanto para decolagem e voo vertical, combinando funcionalidades de carro e aeronave.
A produção inicial é feita de forma artesanal no Vale do Silício, com planos de automação para a fabricação em massa futura. O “Model A” é o resultado de uma década de pesquisa e desenvolvimento.
Apresentado oficialmente em 2022, após ter seu protótipo em 2016 e voos de teste em tamanho real em 2018, o veículo obteve a crucial certificação de aeronavegabilidade da Administração Federal de Aviação (FAA) em 2023.
Diferente dos “eVTOLs” – veículos elétricos de decolagem e pouso vertical –, que operam como táxis aéreos e dependem de vertiportos, o elétrico pode circular normalmente pelas ruas e estacionar em vagas comuns.
Ao mesmo tempo, ele oferece a capacidade de decolagem vertical, eliminando a necessidade de pistas e decolando diretamente de um estacionamento ou via. Imagens divulgadas em fevereiro demonstraram voos de teste bem-sucedidos em ambiente urbano, reforçando a viabilidade do projeto.